Não, eu não sei nada sobre a felicidade. Mas não acredito que seja apenas um conceito.
Se fosse apenas um conceito, seria fácil desistir de procurá-la.
Acho que eu sou feliz, mas às vezes me sinto feliz, às vezes não.
Talvez seja como desenhar. Você sabe desenhar, mesmo quando não está desenhando. Às vezes você até se esquece que desenha bem, mas se pegar um lápis e um papel, você se lembra exatamente de como é.
E quando se encontra com pessoas que também adoram desenhar e você se sente completo. Na vida, quando nos sentimos completos perto de outra pessoa, mesmo que ela não saiba desenhar, chamamos de amor. É quando um pode transformar o rascunho que o outro fez em uma obra de arte.
Só é possível desenhar quando temos o material necessário, o que torna o ato de desenhar possível. O material de desenho é o que chamamos de virtudes. Aqueles valores que fazem com que sejamos quem somos, com que possamos nos comportar de forma autentica diante da vida.
E sabe aquela pessoa que elogia seu desenho? Que te incentiva a continuar ou que te critica para que possa ficar melhor? Estes chamamos de amigos e família. São o nosso suporte, os que nos incentivam a prosseguir, os que sabem que, mesmo que seja preciso fazer outro desenho, isso será importante para o nosso crescimento, porque nossos traços ficarão mais firmes e delicados. Aqueles que fazem com que tenhamos coragem e audácia de tentar um desenho mais difícil.
Acho que a junção de tudo isso que torna o desenhista um artista. Porque artista é quem transforma um simples desenho em uma grande obra, e não apenas em um simples desenho.
E é assim que devemos ser. Que cada simples desenho seja uma grande obra e que possamos ver que as maiores fontes de felicidade são os menores atos. E que cada fagulha de felicidade que sentimos seja a certeza de que, cada vez mais, seremos plenamente felizes.
E como eu sei que sou feliz? Simplesmente não sei, mas eu adoro desenhar.
Escrito por ~°> BeKiNhA <°~ às 18h13
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