Nota: não tratar como prioridade quem te trata como opção.
Bem que uma vez me disseram que você nunca vai conseguir fazer parte da vida de uma pessoa se ela não quiser que você faça.
Éééé! Como eu já disse no post/desabafo anterior, vestibular é uma bosta. Tem sempre aquele tabu de que se não passar quando terminar o Ensino Médio, você vai sucumbir em algum cursinho, junto com pessoas que venderam a alma (e os fins de semana) pro demônio e professores malucos que comem ciancinhas. Bobagem. Vestibular é igual carnaval, todo ano tem. E alguns meses de cursinho não te matam (e de quebra você conhece um tanto de gente bacana).
Aí vem o segundo tabu: felicidade ou dinheiro? Não vou ser hipócrita e falar que não ligo pra dinheiro. Claro que ligo. Se ele não traz a felicidade, ele compra o tudo o que ela pede (no meu caso minha felicidade está pedindo para eu usar os R$ 235,00 das inscrições em roupas e tênis, comofas/ ). Não dispenso dinheiro, não vou ser comunista (né Emo? UHAHUHAUHUAUHAU), mas não foi ele que me motivou na escolha do meu curso.
Vou tentar Artes Visuais na UFMG e Design Gráfico na UEMG. Pode falar “Mas você vai morrer de fome!” ou “Você é tão inteligente, faz medicina ou direito!”. Respondo: NÃO. Os dois grandes amores da minha vida são lápis e papel, e tentar fugir disso é tentar fugir de mim mesma. Admiro muitíssimo médicos e advogados, mas não é a minha praia.
Dinheiro? Bom, complique o quanto quiser, mas para mim funciona da seguinte maneira:
Você faz o que ama > Você faz direito porque é bom nisso > Você se sobressai > Você ganha dinheiro!
Pronto! Sem neura! (É claro que você pode ser bom no que não gosta e viver nas amarras da sua ignorância, a escolha é sua...)
Se não souber o que quer ainda, relax. As pessoas mais interessantes que eu conheço ainda não sabem. E vai tentando, quebrar a cara e começar de novo é essencial.
De qualquer forma, para chegar aí tem a porcaria do vestibular. E sabe de uma coisa? Acho que vestibular é como um jogo de War: 50% de preparo e 50% de sorte. Você ajeita seus exércitos, mas quem decide são os dados.
Tem que estudar. E muito (é, meu querido, enquanto você pincela seus 30 minutos de estudos forjados por dia, tem um camarada estudando sério 5 horas diárias para tentar o mesmo curso que você :B ) . Mas também tem que dar sorte do seu cachorro não morrer no dia da prova, de você não estar de TPM, da sua melhor amiga não aparecer com seu ex, da sua mãe não dar chilique, do seu namorado não vir com um ‘precisamos conversar’, do seu irmãozinho pentelho não derramar nada na sua blusa branquinha, de você não perder sua caneta da sorte, da sua garganta não acordar inflamada e seu nariz escorrendo...enfim, você entendeu.
Bom, o que eu posso te dizer é: faça sua parte (muito bem feita), escolha o que ama e desencane. Existe sim, vida após vestibular. E eu te vejo nela.
Maldito vestibular. Só serve pra atrapalhar a vida da gente. Só pra isso mesmo.
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
(Clarice Lispector)