Hoje eu me sentei no ônibus disposta a ouvir música até o meu destino. Era uma daquelas manhãs bonitas que merecem trilha sonora e câmera fotográfica. Na falta da câmera, fiquei só com a trilha sonora mesmo. Tinha acabado de pegar os fones quando uma senhora atrás de mim, ao observar um jovem casal, comentou com uma outra mulher: “Eu fico impressionada. Como uma mocinha tão linda pode namorar um rapaz tão feio?”. Olhei para o casal e percebi que de fato ela era muito mais bonita do que ele. Também percebi (e não foi tão difícil assim) que nenhum dos dois se importava com isso. Estavam tão felizes que aparentemente nada importava alem deles mesmos. Esqueci os fones e comecei a pensar sobre as aparências. Por que será que é tão importante o que a gente é por fora? Grande parte das pessoas mais bonitas que eu já conheci na vida não conseguiu manter 10 minutos de uma boa conversa, enquanto outras não tão bonitas assim conseguem fazer tudo ser mais especial. Acho que, no final das contas, o que faz uma pessoa ser bonita é o amor que a gente sente por ela.
Escrito por .Beka. às 19h56
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Minha mãe tá na fase do e-mail (Ê- MÊIO, como ela diz. Assim mesmo, bem pronunciado e com ênfase nos “e’s” ). Ela se diverte horrores com aquelas mensagens de Power Point, sabe? Aquelas que todo mundo odeia e deleta sem ler. Então, ela adora. E quem sofre com isso depois? Claro, eu. Porque ela me manda TODAS. E depois ainda fica me perguntando se eu li, se eu gostei, pra quantas pessoas eu mandei. Aí eu resolvi soltar o frango. “Mãe, não me manda essas coisas, eu não leio”, falei mesmo. Essas coisas desagradáveis têm que ser assim, rápido igual arrancar esparadrapo. Se demorar muito é tortura. Ela fez aquela cara de surpresa. “Como assim você não lê? É tão divertido!”. “Não mãe, não é divertido”. E pronto. Ela protestou mais um pouco e desistiu. Mas, sabe, às vezes eu sinto falta daquelas mensagens encaminhadas...
Escrito por .Beka. às 20h57
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