Então é o seguinte, muita coisa aconteceu na minha vida nesses últimos dias. Aqui vão algumas considerações: - Não existe nada melhor que ver seu trabalho dar certo. Juro. Passei 3 meses trabalhando no projeto do Lineart, em uma revista que foi lançada no FIQ. E, cara, foi tenso. Noites em claro e fins de semana em casa. Mas, quando chegou lá na hora, quando o pessoal abriu as caixas pra gente ver a revista, foi simplesmente indescritível. Ver meu nome lá na publicação. Ver meus desenhos sendo vendidos pra todo mundo. A galera comprando, eu autografando. Autografei uma revista pro Barrows e uma pro editor da MAD, cara. Não tem preço. Valeu cada segundo de esforço. E eu tenho que agradecer muita gente por isso. - Trabalhar é bom, mas cansa. “Mimimi, isso não é novidade”. Eu sei, porra. Mas eu trabalhei de terça a segunda naquele FIQ todo dia à tarde. Fiquei cansada, impaciente, nervosa, com olheiras monstruosas e soltando raios pelos olhos, mas eu poderia estar batendo laje em vez de trabalhar no que amo. Então fiz de bom grado. - Ainda no FIQ, a cada dia eu descubro mais gente bizarra em Belo Horizonte. Tava lá o Homem-Elfo com suas orelhas de cartolina e, na segunda-feira, alguns otakus inconformados com o fim do AF resolveram dar o ar da graça lá também. Pessoas bizarras de cabelos coloridos (olha eu falando mal, véi, como se meu cabelo fosse super normal) fazendo escarcéu e se achando o máximo com orelhinhas e rabinhos. - Descobri, da pior maneira possível, que ter um barco pode ser melhor que ter um carro. - Fui ao AF, e, pra variar, aconteceu uma situação inimaginável comigo. Antes mesmo de entrar no evento, um grupo de neandertais que esperavam alguma coisa lá na porta viraram pra mim e gritaram “OLHA A HAYLEY!”. O Fresno se matou de rir, eu lancei meu melhor olhar de desprezo e os primatas ficaram lá rindo da própria (pós)piada. - Eu tenho aquela maldita síndrome de vereadora. As pessoas vão grudando em mim que nem aquelas melequinhas coloridas fedorentas que crianças costumam passar no cabelo umas das outras (também conhecidas como “Amoeba”). Adoro conhecer todo mundo, mas porra, tem hora que chega. - Conheci muita gente legal, de verdade. Não, seus pervertidos, não foram gatinhos sexys pura tentação, não. Foi gente legal mesmo. Pessoas que trabalham em estúdios, escultores, redatores, roteiristas, publicitários, desenhistas, enfim, gente que eu admiro. - Atrasei minha vida em uma semana e estou totalmente fudida, pronto, falei. Trabalhos atrasados, desenhos inacabados, gente sumida, treinos faltosos, mas um sorriso enorme.
Escrito por .Beka. às 21h49
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